terça-feira, 30 de novembro de 2010



Bullying = Dor e Angústia



Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.
Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
Orson Camargo

Colaborador Brasil Escola

Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSPMestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Projeto de Criação da Lei Anti-Bullying em todo o Brasil

Projeto consiste em:


Parágrafo único - Entende-se por bullying atitudes de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, praticadas por um indivíduo (bully) ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.


Artigo 2º - A violência física ou psicológica pode ser evidenciada em atos de intimidação, humilhação e discriminação, entre os quais:
I- Insultos pessoais;
II- Comentários pejorativos;
III- Ataques físicos;
IV- Grafitagens depreciativas;
V- Expressões ameaçadoras e preconceituosas;
VI- Isolamento social;
VII- Ameaças;
VIII- Pilhérias.


Artigo 3º - O bullying pode ser classificado em três tipos, conforme as ações praticadas:
I- Sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
II- Exclusão social: ignorar, isolar e excluir;
III- Psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, infernizar,


Artigo 4º - Para a implementação deste programa, a unidade escolar criará uma equipe multidisciplinar, com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários, para a promoção de atividades didáticas, informativas, de orientação e prevenção. Artigo 5º - São objetivos do programa:
I- Prevenir e combater a prática de bullying nas escolas;
II- Capacitar docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema;
III- Incluir, no Regimento Escolar, após ampla discussão no Conselho de Escola, regras normativas contra o bullying;
IV- Esclarecer sobre os aspectos éticos e legais que envolvem o bullying;
V- Observar, analisar e identificar eventuais praticantes e vítimas de bullying nas escolas;
VI- Discernir, de forma clara e objetiva, o que é brincadeira e o que é bullying;
VII- Desenvolver campanhas educativas, informativas e de conscientização com a utilização de cartazes e de recursos de áudio e áudio-visual;
VIII- Valorizar as individualidades, canalizando as diferenças para a melhoria da auto-estima dos estudantes;
IX- Integrar a comunidade, as organizações da sociedade e os meios de comunicação nas ações multidisciplinares de combate ao bullying;
X- Coibir atos de agressão, discriminação, humilhação e qualquer outro comportamento de intimidação, constrangimento ou violência;
XI- Realizar debates e reflexões a respeito do assunto, com ensinamentos que visem a convivência harmônica na escola;
XII- Promover um ambiente escolar seguro e sadio, incentivando a tolerância e o respeito mútuo;
XIII- Propor dinâmicas de integração entre alunos e professores;
XIV- Estimular a amizade, a solidariedade, a cooperação e o companheirismo no ambiente escolar;
XV- Orientar pais e familiares sobre como proceder diante da prática de bullying;
XVI- Auxiliar vítimas e agressores.


Artigo 6º - Compete à unidade escolar aprovar um plano de ações, no Calendário da Escola, para a implantação das medidas previstas no programa.


Artigo 7º - Fica autorizada a realização de convênios e parcerias para a garantia do cumprimento dos objetivos do programa.


Artigo 8º - A escola poderá encaminhar vítimas e agressores aos serviços de assistência médica, social, psicológica e jurídica, que poderão ser oferecidos por meio de parcerias e convênios.


Artigo 9º - O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data da sua publicação.


Artigo 10 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sugestões de Leitura

FANTE, Cleo. Fenômeno Bullying: como previnir a violência nas escolas e educar para a paz. Editora Versus.


FANTE, Cleo; PEDRA, José Augusto. Bullying escolar: perguntas e respostas. Editora Artmed.


GURESCHI, Pedrinho A.; SILVA, Michele Reis da (Org.). Bullying: mais sério do que se imagina. EDIPUCRS. Distribuído pelo Mundo Jovem.

Sugestões de Sites

www.observatoriodainfancia.com.br

www.bullying.com.br

Bullying, semente de violência

O bullying não é um fenômeno novo, mas vem crescendo dia a dia. É tão antigo quanto a própria escola, porém, muitas vezes, ainda é banalizado e visto, especialmente pelos adultos, como uma brincadeira inofensiva. Mas tem mostrado que não é nada disso e que pode acarretar consequências desastrosas para os envolvidos.

Para questionar:
1- Que situações de bullying percebemos em nossa escola?

2- Como podemos nos comprometer individualmente e coletivamente para superarmos as situações de bullying que ocorrem em nossa escola?

3- Que ações são capazes de mudar condutas de competição e individualismo para condutas de cooperação e solidariedade?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A arte do Profeta Gentileza como instrumento transformador de conflitos!

Dica de filme!

O filme espanhol, Bullying: Provocações Sem Limites, já disponível nas locadoras.
Sinopse: Em Bullying: Provocações Sem Limites Jordi é um adolescente que perdeu recentemente seu pai e que, junto à sua mãe, decide mudar de cidade para começar uma nova vida. Em princípio tudo parece bem, mas o destino reservado para ele será uma terrível surpresa já que quando Jordi passar pelo portão da nova escola, cruzará sem saber a tenebrosa fronteira de um novo inferno.
Gênero: Suspense
Ano de Lançamento: 2010
Idioma: Português
Tamanho: 291 MB

Fenômeno Bullying: Prática pedagógica e violência escolar

Ao estudar o fenômeno Bullying , devido à complexidade do problema e ao crescente índice de violência escolar,necessidade de compreender o contexto cultural da vida dos indivíduos envolvidos, pois, como apontam Beaudon e Taylor (2006), “os pensamentos dos indivíduos geralmente estão sujeitos a um filtro cultural daquilo que é aceitável num contexto específico”, o que significa dizer que o pensamento está sujeito a bloqueios culturais, os quais provêm da cultura em sentido mais amplo, a saber: patriarcado, capitalismo, individualismo, racismo e adultismo.

Buscando esclarecer os efeitos mais comuns desses bloqueios, as autoras formularam o quadro abaixo:

Bloqueio Cultural

Efeitos

Patriarcado

Meninas/mulheres

Meninos/homens

Concentrar-se nas necessidades dos outros.
Sacrifício.
Fazer a gentileza de ser delicada.
Ter boa aparência a qualquer custo.
Ser uma boa cuidadora.
Expressar emoções.

Ser durão/forte.
Ser independente.
Não demonstrar sentimento/emoção.
Sentir-se desconfortável com afeto e proximidade.
Concentrar-se na ideia de ser o melhor.
Desligar-se dos sentimentos de medo, dor, atenção aos outros, etc.
Ter interesse em esportes.
Agir como um protetor.

Individualismo

Concentrar-se nos direitos e nas necessidades pessoais.
Alcançar o sucesso pessoal.
Enfatizar a privacidade.
Lutar para ter o que deseja.
Entender os problemas e os sucessos como individuais.
Ter um vínculo mínimo com familiares, parentes e antepassados.

Adultismo

Acreditar que os adultos têm direito de gritar, mas as crianças não; as crianças raramente ganham o poder de tomar decisões; raramente dá-se a elas a chance de se expressarem ou pedem-se suas opiniões; os adolescentes rebelam-se e não sabem o que pensar ou o que querer, já que a ordem é sempre escutar.

Capitalismo

Concentrar-se no sucesso, definido pela propriedade material ou financeira.
Operar em um ambiente de comparação, de competição e de avaliação dos desempenhos.
Dicotomizar as pessoas.
Dicotomizar as pessoas como vencedoras ou perdedoras.
Criar hierarquias (padrões).
Permitir a exploração dos recursos, pouco considerando as implicações ao meio ambiente.
Enfatizar os ganhos futuros em detrimento dos do atual momento.
Dar mais valor ao fazer do que ao ser.

Racismo,
Homofobia,
Sexismo

Gerar uma falsa idéia de posse e de superioridade de um grupo em relação a outro.
Desenvolver uma intolerância em relação às diferenças.
Tornar invisíveis os valores e a riqueza da diversidade.
Gerar o ódio a si mesmo e a falta de autoconfiança nos grupos oprimidos.
Lutar pelo poder, o que pode incluir a violência.
Sofrer medo, isolamento, desconfiança.
Ter crenças limitadas, estereotipadas.

Fonte: Bullying e Desrespeito, p. 27.

Nessa perspectiva, atuar em prol da prevenção do bullying escolar implica ir além de campanhas pontuais, grupos de autoajuda ou terapias individuais, sem acarretar uma maior sobrecarga de atribuições aos professores. É necessário valorizar os trabalhadores da Educação, apoiar a formação continuada, estimular práticas pedagógicas compromissadas com a desestruturação dos bloqueios culturais, a consolidação dos Direitos Humanos e a transformação efetiva da sociedade e, no que tange à comunidade escolar, viabilizar o acesso a informações sobre a temática, estimular o diálogo, o respeito à criança e aos seus direitos.

http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1309

Cyberbullying

Vamos refletir?

Mônica é chamada de "dentuça", "gorducha" e "baixinha" por seus colegas. Ela resolve seus problemas na base da briga. E você?

Até o Calvin sofreu o Bullying!